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A digitalização e a criação eletrônica de documentos são segmentos do setor de tecnologia que mais crescem no Brasil. O mercado evoluiu do mero escaneamento de pilhas de papéis para a criação digital de documentos com valor jurídico, estimulado por legislação que reconheceu a assinatura eletrônica. "Não tem outra alternativa. Ou você digitaliza ou morre afogado em papel", alerta o diretor de tecnologia da informação da seguradora Porto Seguro, Emílio Vieira. A empresa, com 2,5 milhões de clientes, usa sistemas de documentos eletrônicos desde 1994 e investe a cada ano "dezenas de milhares de dólares" para melhorar a tecnologia. A Adobe, criadora da tecnologia PDF de formatação de documentos eletrônicos que virou padrão na indústria, estima que o mercado brasileiro esteja crescendo cerca de 25%. "Acredito que o mercado brasileiro fature cerca de 1,5% a 2% por cento das vendas mundiais por ano", disse o diretor geral da Adobe Systems para América Latina, Leandro Hernandez. As vendas de sistemas de documentos eletrônicos no mundo giram em torno de US$ 9 bilhões por ano, o que movimentaria até US$ 180 milhões no Brasil. "Muitas empresas estavam digitalizando documentos para conservá-los. Porém, muitos dos processos que eram feitos em papel estão sendo migrados para meios digitais", comentou o executivo. O gerente de tecnologias de gerenciamento de informação da IBM, Rogério Inomata, acredita que custos menores impulsionaram o crescimento rápido do setor. Segundo ele, "as empresas compram mais soluções porque se sentem mais seguras com a tecnologia e porque houve uma redução nos custos com infra-estrutura, como armazenamento, transmissão de dados e scanners". Outro motivo para o crescimento está em uma medida provisória aprovada em 2001 que dá validade jurídica a documentos eletrônicos que tiverem assinaturas digitais emitidas por entidades aprovadas pelo governo. Uma assinatura digital é um código eletrônico que funciona como uma identidade do autor do documento, o que garante a sua veracidade. A empresa nacional CertiSign é uma dessas seis autoridades do país que podem emitir assinaturas digitais. A empresa vendeu, em 2002, 50 mil "identidades eletrônicas" por preços que variavam de R$ 15 a R$ 3 mil reais e estima para este ano um mercado de 1 milhão de certificados. "Muitas empresas estão acordando para os documentos eletrônicos e estão loucas para terem soluções nesta área", disse o diretor da CertiSign, Sérgio Kulikovsky, apostando que o mercado local vai viver uma explosão. Sem papel, nem tinta O Centro Nacional de Desenvolvimento do Gerenciamento da Informação (Cenadem), empresa privada que reúne dados do setor, prevê que o número de implantações de sistemas de documentos eletrônicos cresça 56% este ano em relação ao ano passado. Entre os principais setores interessados estão os bancos, que processam bilhões de cheques e os arquivam por cinco anos, instâncias governamentais e empresas de infra-estrutura, como energia e telecomunicações. Estas três áreas representam 60% de todo o mercado nacional de gestão de documentos eletrônicos. Mas outras áreas, como a de educação, começam a se mexer. A Fundação Armando Alvares Penteado (Faap) adotou no final do ano passado um sistema para eliminar 15 toneladas de documentos em papel produzidos anualmente por cerca de 14 mil alunos e mil professores. Em um ano, a Faap pretende ter 80% dos documentos - burocracia e pesquisa -tramitando pela rede interna (Intranet). "O sistema aumenta a transparência nos processos e dá maior agilidade à Fundação", disse o responsável pela rede, Rafael Possik. Além
de marcar pontos na preservação do meio-ambiente, o uso
da tecnologia também é uma questão de economia para
a Faap, que espera economizar até R$ 600 mil por ano somente em
cartuchos de tinta para impressoras. fonte: http://www.interneteodireito.com.br/classe.asp?classe=Advocacia
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