Tecnologia na educação aproxima aluno e professor (3/mai/2004)
AOL Educação - Especiais

AOL - 12:50 - 03/05/2004
Tecnologia na educação aproxima aluno e professor

No MBA, alunos e professores se comunicam online. Mas os críticos dizem que investimento é feito no gerenciamento dos cursos, não na qualidade do ensino

Alice Sosnowski, da Redação AOL

Imagine a cena. Um pouco antes do horário da aula, o estudante acessa a intranet da instituição e "baixa" no seu computador o material que será apresentado pelo professor, consulta faltas e notas e faz o upload do seu trabalho. Dias depois, o trabalho está disponível na rede, corrigido e comentado pelo professor.

Em algumas universidades, esta já é uma realidade. Além do relacionamento em sala, aluno, professor e instituição se comunicam online. "No curso de MBA da Faap, por exemplo, 100% dos trabalhos são entregues e corrigidos sem a necessidade de papel", diz o coordenador geral do MBA, Mario Pascarelli Filho.

Para o aluno, a facilidade da tecnologia é uma vantagem para o dia-a-dia. A enfermeira Lilia Azevedo, estudante do MBA Profissional de Gestão da Saúde exemplifica: "Tive um filho há três semanas. E pude, mesmo à distância, acompanhar o que foi dado nas aulas". Lilia acessa o portal da Faap quase todos os dias para conferir recados enviados pelos professores, mudanças de cronograma e quadro de notas e faltas. "A tecnologia é excelente e a facilidade é muito grande", atesta.

Com o uso da tecnologia na educação, enfrentar filas para fazer matrículas, copiar a matéria do caderno do colega, ficar na secretaria para pegar 2º via de algum documento viraram problemas do passado.

É claro que a situação não é uma regra. Enquanto nas faculdades mais ricas - e caras - o relacionamento virtual entre aluno/professor/instituição é uma realidade e até faz parte do aprendizado com fóruns de discussão, apresentações em powerpoint, outras apenas disponibilizam informações básicas sobre o curso e, quando muito, o e-mail do professor.

Uma outra crítica à utilização de tecnologias na educação é que elas são usadas principalmente em sistemas de gerência e pagamentos. Na maior parte das vezes, a qualidade do aprendizado é deixada de lado. Não há investimentos em banco de dados com produções acadêmicas, bibliotecas digitais e desenvolvimento de cursos à distância.

"O conhecimento daquele professor brilhante vai ficar só no cérebro ou na casa dele, porque não há na universidade um arquivo acessível com suas aulas e apresentações em powerpoint", exemplifica Luiz Botelho, da E-Consulting.

fonte: http://educacao.aol.com.br/fornecedores/aol/2004/05/02/0001.adp