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Semana de Estudos de Relações Internacionais e Economia
Na semana de 8 a 12 de março de 2010, a Faculdade de Economia realizou a Semana de Estudos de Relações Internacionais e Economia. Conforme já se verificou em 2009, as semanas de estudos são destinadas aos dois cursos de graduação da Faculdade. A organização do evento, como usual, envolveu alunos e professores, além dos integrantes da coordenação dos cursos e da direção da Faculdade. Além das palestras nos períodos matutino e noturno, realizou-se uma programação complementar no período da tarde, com envolvimento mais ativo dos alunos, de forma a lhes propiciar maior participação e desenvoltura na organização e condução de atividades. A Semana teve ainda a marca da diversidade temática, pela amplitude e relevância dos temas selecionados para cada dia pela comissão organizadora. Na segunda-feira, escolheu-se A Identidade Cultural e Cultura de Massa; na terça, O Mercado de Trabalho e os BRICs; na quarta, O Meio Ambiente; na quinta, Esporte e Economia; e na sexta, A América Latina.
Segunda-feira, dia 08.03.10 – Tema: Identidade Cultural e Cultura de Massa
Embaixador Rubens Ricupero
O primeiro dia da Semana de Estudos de Relações Internacionais e Economia da Faculdade de Economia teve como tema A Identidade Cultural e a Cultura de Massa. A sessão matutina foi aberta pelo embaixador Rubens Ricupero, diretor da Faculdade de Economia. O embaixador teve como foco de sua exposição a identidade cultural versus a globalização e, neste contexto, a importância das Relações Internacionais para se entender aquela problemática e o mundo de hoje.
O embaixador começou frisando que, ao contrário do que normalmente se pensa, a globalização não é somente um fenômeno econômico, mas sim que as relações econômicas são apenas uma das expressões desse fenômeno. De fato, ela é a causa principal do rompimento do isolamento humano iniciado de longa data, que advém do intercâmbio propiciado por contatos difíceis, do aprendizado de várias experiências culturais que se mesclaram e universalizaram. Num certo sentido, a globalização é um fenômeno unificador que ameaça as identidades nacionais, e, como tal, desencadeia reações violentas destinadas a preservar a cultura nacional, por isso, há uma tensão constante entre ela e a identidade nacional. Contudo, destacou o embaixador Ricupero, a própria UNESCO reconhece a importância da fidelidade à identidade cultural ao estabelecer a convenção que permite o controle dos meios de comunicação, cinema etc. para proteger as culturas nacionais.
O diretor da Faculdade de Economia apontou que, ao contrário de outros países, o Brasil é extremamente aberto à inovação. Esta abertura se deve ao caráter nacional, um fenômeno próprio da cultura brasileira, que não pode ser reduzida a uma fórmula simplista, caracterizada por estereótipos e preconceitos. Para afirmar isso, Ricupero recorreu a uma discussão acerca do que é cultura, e que definiu como o conjunto das expressões próprias de uma sociedade, seus costumes, crenças, leis, estilo de vida etc. Por isso, as diversidades culturais originam-se nas identidades nacionais como expressão da herança cultural de cada povo. Vem daí a diversidade da expressão cultural: infinitas maneiras de viver a vida, caracterizadas pela Antropologia e o Estruturalismo. Neste contexto, a economia é sempre um produto da atuação humana. E como tal, o neoliberalismo falha ao ver nas leis econômicas um caráter absoluto, natural, desligado do comportamento humano.
Concluindo sua exposição sobre o tema, que caracterizou de extremamente fascinante, o embaixador demonstrou a importância da diversidade cultural para a vida econômica ao associá-la às vantagens comparativas de David Ricardo e à das trocas de produtos ligeiramente diferentes de Paul Krugman, em que o econômico se beneficia da variedade e diversificação.
Professor Richard Vinic
Em seguida, dando continuidade ao tema do dia, o professor Richard Vinic, coordenador dos cursos de Marketing da FAAP Pós-Graduação, falou sobre Marcas Pessoais. Vinic estabeleceu uma ponte entre a identidade cultural e a pessoal, na amplitude da cultura de massa, ao destacar a importância da projeção individual através da estruturação da marca pessoal.
Sua abordagem, extremamente interativa com o público presente, consubstanciou-se em grande parte nas respostas do auditório. Questões fundamentais eram jogadas para os participantes e desenvolvidas em torno dos pressupostos propostos.
Inicialmente, concentrou-se nos aspectos do Marketing, que, segundo seu parecer, tem como premissa conhecer o cliente através do encantamento e do feedback. Tratou em seguida das marcas. “O que é uma marca?”, questionou. Não se trata apenas de um nome ou de um logotipo. Inúmeros outros aspectos compõem uma marca: é um ativo intangível; é o diferencial que facilita a escolha do cliente; é a construção de uma imagem imprescindível para a percepção do cliente; é o relacionamento que garante lucros futuros através da preferência e lealdade do cliente.
Neste sentido, Vinic posicionou a percepção de marca pessoal, exemplificando a Disney como vendedora de sonhos. Para o orador, enquanto profissional, deve-se ter uma marca pessoal como elemento diferenciador das vantagens competitivas. Para se estabelecer uma marca pessoal deve-se fazer uma série de questionamentos. Entre outros, qual é a minha especialidade? Quais são os meus pontos fortes e fracos? Quem são os meus concorrentes? Enfim, como estou posicionado no mercado? Deve-se olhar atentamente, pois, como pontificou Al Pacino (em Perfume de Mulher), “no dia em que pararmos de olhar, morreremos”.
O palestrante encerrou sua apresentação discorrendo sobre a importância da criatividade e do empreendedorismo para a consagração da marca pessoal. Espelhou-se na figura do técnico de futebol Luiz Felipe Scolari, que conduziu o selecionado brasileiro à vitória da Copa do Mundo em 2002, tendo como principal adversário o derrotismo. Complementou sua fala com a exibição de um pequeno filme daquele campeonato, em que o narrador revela que vencemos, apesar dos percalços, pelo talento e pelos esforços. Pois enquanto os adversários tinham um time, nós tínhamos uma pátria para defender.
Professora Crislaine de Toledo
No período da tarde foi ministrado o primeiro workshop da Semana de Estudos, sobre os temas de Identidade Cultural e Cultura de Massa, sob o comando da professora Crislaine de Toledo, que atua nas Faculdades de Economia e de Comunicação e Marketing da FAAP.
A estrutura de apresentação da professora foi na linha de uma palestra interativa com a apresentação de slides e o desenvolvimento de um debate sobre o tema discutido. Ao final, a professora concluiu com a exposição de um documentário experimental americano, dirigido por Ron Fricke, chamado Baraka.
Professora Carla Cristiane Lopes Corte
Ainda no primeiro dia de eventos, mas no período noturno, na amplitude da temática estabelecida, a professora Carta Corte, doutora em Economia, tratou do tema O Indivíduo e a Sociedade. Sua fala foi abrangente, multifacetada em inúmeras condicionantes reflexivas.
Iniciou seu discurso sobre a procura da identidade do ser, considerando a fragmentação do indivíduo na sociedade contemporânea. O indivíduo em suas múltiplas funções e variantes: “Afinal, quem sou eu, enquanto mãe, esposa, professora?“, questionou-se. Ao tentar estabelecer sua identidade, à maneira de Schopenhauer, indagou onde termina o indivíduo e começa a sociedade.
Dando sequência à introspecção sobre a fragmentação do indíviduo na modernidade, abordou a indagação sobre nós mesmos, proposta por Anthony Guiddens, no seu interesse pela reformulação da teoria social e no reexame da compreensão do desenvolvimento da modernidade. Ainda no tocante à modernidade, valeu-se de Marx ao propô-lo na citação de que “tudo o que é sólido, desmancha-se no ar”.
Na continuidade, passou a explorar as inúmeras possibilidades decorrentes. Abordou a identidade pós-moderna, com destaque para a fragmentação e homogenidade, proposta por Elya Prigogine, Norbert Elias e Stuart Hall. Abordou, ainda, o tema sob a ótica da Sociologia, estabelecendo um vínculo com a Mitologia, em que a natureza humana, e logo o próprio eu, é circular, na visão de Mircea Eliade, Campbell e Jung.
Na visão econômica, enquadrou o indivíduo como agente representativo do capitalismo, o homo economicus, enquanto necessidade de despersonalização do próprio eu, em que se dá a noção do homem pós-moderno associada à sua utilidade.
Seguiu-se ampla explanação na qual o tema ainda foi abordado pelas suas vertentes religiosas, filosóficas e culturais. A partir destas premissas, debruçou-se sobre a concepção da racionalidade do homem, da busca pela identidade social dos grupos, da de cultura e de nação. Nestas conjecturas, partiu para o estabelecimento da relação de interdependência humana, em que, mais uma vez, se verifica a fragmentação do indivíduo, enquanto homem multifacetado e despersonalizado. Serviu-se, para tanto, da visão de vários pensadores, entre outros, Nietzsche, Schopenhauer, Kierkegaard, Mestre Eckhart, Santo Agostinho, São João da Cruz e Freud.
Na peroração, abordou a globalização como segmentação do todo, da nação como sistema de representação cultural, e da homogeneização humana face às novas formas e expectativas culturais da atualidade. Terminou por concluir que o homem está só.
Professor Luiz Alberto Machado
A última palestra da noite foi proferida pelo professor Luiz Alberto Machado, vice-diretor da Faculdade de Economia da FAAP.
Machado, considerando o tema muito amplo, em que se admitem inúmeras abordagens, teve como base de sua palestra a obra O Código Cultural, de Clotaire Rapaille.
Em suas reflexões iniciais, o orador classificou a globalização, à maneira de Eduardo Gianetti, como um fenômeno de aceleração do tempo e integração do espaço. Ela é a quebra do isolamento das sociedades, propiciada pela aceleração da tecnologia e das comunicações. A globalização, entretanto, enquanto processo de aprofundamento da integração cultural, gera tensões decorrentes da confrontação da aculturação global com as identidades nacionais, advindas dos códigos culturais de cada povo.
Os códigos culturais são, consequentemente, de extrema importância para se entender as identidades nacionais e, por decorrência, a própria globalização. Por sua vez, os códigos culturais estão intimamente associados aos processos mentais. E como tal, pode-se entender melhor as preferências pessoais, no Marketing, por exemplo, estabelecendo-se a predominância dos hemisférios cerebrais.
Em formulário próprio, cada aluno presente se auto-avaliou para verificar a prevalência do hemisfério cerebral, entre dominância do hemisfério esquerdo, com predominância analítica, quantitativa e lógica; dominância do hemisfério direito, com predominância da imaginação, ritmo e arte; e o equilíbrio dos dois hemisférios, em que há equivalências das habilidades de cada um dos hemisférios. O palestrante completou a análise realizada com a descrição e processamento da atividade cerebral pelo cérebro triúnico, composto pelo cérebro reptiliano, límbico e neocortical, em que o processo decisório decorre da prevalência do processamento de cada impulso no encéfalo, entre reações primitivas, emocionais ou racionais, respectivamente. Os arquétipos estabelecidos pela identidade cultural estão intimamente associados ao processamento mental dos códigos culturais.
Concluindo sua oração, Machado destacou a importância do conhecimento dos códigos culturais para a culminância prática dos objetivos traçados. Para se penetrar em um mercado estrangeiro, por exemplo, além da capacidade de adaptação e habilidade em administrar o tempo, há que se interpretar adequadamente o código de cada país, a sua identidade cultural.
Terça-feira, dia 09.03.10 – Tema: Mercado de Trabalho
O segundo dia da Semana de Estudos foi dedicado ao tema Mercado de Trabalho. Pela manhã foram realizadas as palestras de três ex-alunos da FAAP, Fábio Rua, Isabella Razaboni e Luiz Paulo Bellini. Estas palestras despertaram enorme interesse por parte dos alunos e professores por se destinarem a relatar o sucesso na carreira profissional de três egressos do curso de Relações Internacionais da FAAP.
Fabio Rua
O palestrante traçou a trajetória de sua carreira começando pelos bancos escolares e discorrendo sobre a importância da continuidade dos estudos e da dedicação à carreira. Falou também das oportunidades que lhe foram oferecidas pelo curso de Relações Internacionais da FAAP e das perspectivas profissionais que são proporcionadas aos formados na área, avaliando as alternativas oferecidas.
Este internacionalista iniciou sua carreira profissional na Câmara Americana de Comércio (Amcham), onde permaneceu durante seis anos. Começou suas atividades como trainee e, fruto da sua dedicação e aperfeiçoamento, acabou por se tornar gerente do departamento de relações internacionais da Câmara.
Nesse ínterim deu continuidade a seus estudos cursando a pós-graduação e depois desta fez o mestrado em Gestão de Negócios Internacionais. Desta maneira, especializou-se naquela modalidade de negócios.
Dando prosseguimento à carreira, foi para a Companhia Vale do Rio (hoje, Vale), onde permaneceu durante quatro anos. Entre outras realizações, participou da institucionalização de práticas gerenciais, voltadas para a condução estratégica da companhia.
Recentemente, em 2009, transferiu-se para a Embraer, onde exerce as funções de diretor de políticas de comércio internacional. Sua retrospectiva profissional e cargos ocupados falam por si só do sucesso de sua carreira e das perspectivas oferecidas pelo curso de Relações Internacionais.
Isabella Razaboni
A oradora também concluiu o curso de Relações Internacionais na FAAP. Optou desde cedo por se dedicar à área de relações humanas das empresas, em que vem fazendo carreira. Como a atuação em recursos humanos não se restringe a um único segmento econômico, traçou suas perspectivas profissionais na área com vistas a especializar-se em relações humanas internacionais. Neste sentido, destacou as enormes perspectivas e a diversidade de opções que o formado em Relações Internacionais dispõe.
Iniciou sua atividade profissional como trainee na ESEC, uma entidade voltada para a busca da paz mundial, e que é gerida por estudantes da USP. Logo em seguida, foi aprovada no Programa Talentos da Ambev, que se revestiu de grande importância para o seu desenvolvimento pessoal pelos desafios e promoções que lhe foram oferecidos.
Apesar de sua ascensão profissional, não se descuidou da continuidade nos estudos. Percebendo a importância do aprofundamento do conhecimento empresarial e da gestão de negócios, voltou aos bancos escolares para a realização da pós-graduação, tendo concluído um MBA em Gestão Empresarial.
Em seguida, com vistas a aumentar a amplitude na sua atuação nas relações humanas, passou a trabalhar na Gafisa, uma empresa de construção civil. Com a experiência adquirida, focou novamente sua aspiração de aprofundar o conhecimento e dedicar-se à aplicação das relações humanas na área das Relações Internacionais. Passou a trabalhar na Lenovo Computadores, uma empresa chinesa com gestão americana. Sua missão consistiu na implantação de processos de RH na empresa.
Recentemente, ainda que bastante jovem, sentiu-se segura para abrir a sua própria empresa. Criou uma consultoria, a Onda Jovem, especializada em orientar candidatos para o processo seletivo das empresas.
Luiz Paulo Bellini
Bellini também se formou em Relações Internacionais na FAAP. Mas, ao contrário dos outros dois oradores que o antecederam, não teve uma trajetória profissional clássica. Sua carreira tem mais a perspectiva de um freelance, um empreendedor. Voltou-se para as Relações Internacionais por indicação de um teste vocacional a que se submeteu. Desde cedo teve idéia de lançar um site de RI na Internet. E foi com este norte que orientou sua carreira.
Iniciou as atividades profissionais como trainee da Câmara Brasileira de Comércio e Desenvolvimento Econômico. Lá, em suas próprias palavras, adquiriu ampla bagagem em negociação e vendas. No meio tempo, juntamente com um colega de classe, montou o site MundoRI.
Em seguida foi trabalhar como assessor da presidência do jornal A Gazeta Mercantil. Em 2005, foi designado pelo jornal para entrevistar os candidatos à presidência do Irã. Ainda no desempenho para terceiros, procedeu à abertura de uma empresa para a GM no Rio de Janeiro, onde teve a oportunidade de estruturar uma empresa passo-a-passo. Segundo Bellini, alavancar uma empresa pequena representa um grande desafio.
Assim como os oradores que o procederam, também não se descuidou da continuidade dos estudos, voltados para os conhecimentos empresariais e dos negócios. Concluiu um MBA em Gestão Econômica e Estratégica Empresarial.
Nas atividades próprias, abriu com mais dois sócios uma agência de publicidade, bem como, a partir de um plano de negócios, adquiriu uma empresa fornecedora da Internet.
Concluiu sua apresentação conclamando os presentes a realizarem seu sonho, fazendo aquilo que gostam, utilizando, para tanto, os benefícios que a formação lhes proporciona na construção da carreira.
Professora Maria Eugênia Cauduro Cruz
No período da tarde, os alunos tiveram a oportunidade de participar de um workshop com a professora do curso de Relações Internacionais e da Pós-Graduação Maria Eugênia Cauduro Cruz. A partir da sua experiência profissional em agência de notícias, a professora Maria Eugênia trabalhou com os alunos como eles devem proceder durante entrevistas de emprego. Entre as valiosas dicas divididas pela professora destacou-se a importância em se preparar bem para um processo seletivo, identificando o perfil da empresa, sabendo como se expor durante o processo e que cuidados devem ser tomados, antes e durante essa importante fase profissional.
Claudio Queiroz e Hermínio Carlos de Souza
Para finalizar as atividades da terça-feira, cujo tema foi Mercado de Trabalho, os alunos puderam contar com as palestras do professor Claudio Queiroz da FAAP Pós-Graduação, e Hermínio Carlos de Souza, representante da empresa PowerInvest, que atua na área do mercado de ações de commodities.
O professor Claudio Queiroz discorreu sobre o tema A competência das pessoas, abordando o fato de que está em nós mesmos a força e a capacidade de vencer em tudo. Utilizando imagens de filmes como Mamma Mia e Jamaica abaixo de zero, o professor mostrou como a postura de cada indivíduo diante de diferentes momentos de sua vida interferem nas respostas que recebem de situações por eles vivenciadas. A grande mensagem da noite foi a importante e diferenciada forma como o professor se posicionou a todo momento, insistindo para o fato de que qualquer profissional e ser humano deve ser responsável por suas ATITUDES.
Hermínio Carlos de Souza, por sua vez, apresentou o mercado de commodities, suas oportunidades e perigos, e deu dicas para aqueles que pretendem se aventurar por tal área.
Quarta-feira, dia 10.03.10 – Tema: Meio Ambiente
O terceiro dia da Semana de Estudos foi dedicado ao tema Meio Ambiente, que está cada vez mais presente nas agendas política e econômica internacionais. Este assunto tão atual e importante foi discutido por dois palestrantes de nível internacional, e contaram com os aportes do embaixador Rubens Ricupero.
Embaixador Rubens Ricupero e Carlos Nobre
O embaixador Rubens Ricupero abriu a manhã do terceiro dia de atividades da Semana de Estudos, versando acerca do conceito de sustentabilidade. Segundo o embaixador, o conceito de sustentabilidade nasce no seio da discussão ambiental e permeia outros setores da sociedade, embora seu uso mais apropriado seja apenas no que se refere às questões ambientais propriamente ditas.
Logo em seguida, o embaixador Ricupero apresentou o professor Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), cuja experiência na área das mudanças climáticas inclui a presidência do Comitê Científico do International Geosphere-Biosphere Programme (IGBP) e a participação no grupo dos autores do Quarto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) que, em 2007, foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz, juntamente com o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore.
O professor Carlos Nobre proferiu sua palestra à luz do tema Mudanças Climáticas Globais e o Brasil: os desafios da sustentabilidade, tendo como ponto de partida o questionamento: “Como o ambiente da Terra está mudando, e quais as consequências para a nossa civilização e mesmo para a sustentabilidade da vida no Planeta Terra?”
Nesta perspectiva, o professor Nobre inicia sua palestra mostrando o que é necessário para que os países desenvolvidos atinjam padrões aceitáveis de desenvolvimento humano sem que tais padrões acarretem na degradação ambiental. Dentro disso, Nobre introduz a temática da dinâmica populacional, somando à população mundial os 2,5 bilhões de pessoas que ainda estão por nascer até o ano de 2050, constatando que os países que sofrerão maiores aumentos de população serão aqueles em desenvolvimento.
O tópico seguinte abordado por Carlos Nobre se referiu à XV Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, a COP 15, realizada em Copenhagen, indicando que o Brasil adotou uma posição de protagonismo nas questões climáticas ao assumir uma redução da emissão de gases de efeito estufa entre 36% e 39% em relação ao que se tem por tendência para 2020.
O professor Nobre abordou outros temas que se relacionam com a sustentabilidade, como a influência do homem no meio ambiente, os pontos críticos do planeta em relação às mudanças do clima, as mudanças na fauna, na flora e nas regiões congeladas da Terra decorrente da emissão de gases de efeito estufa e suas consequências.
Por fim, a explanação de Nobre se concentrou no Brasil e nas consequências do aquecimento global em território brasileiro. No que diz respeito ao Brasil, o professor Nobre falou sobre a questão da Amazônia, principalmente no que se refere ao desmatamento na região, ressaltou a importância das energias renováveis para o país e alguns dos impactos das mudanças no clima para o Brasil, tais como: a agricultura e geração de energia no Brasil podem ser afetadas pelas mudanças climáticas; haverá anomalias nas chuvas e na temperatura, aumentando o número de noites quentes; um possível impacto na distribuição dos recursos hídricos no Nordeste até 2100; na zona costeira haverá uma tendência de realinhamento do litoral devido à mudança na direção de propagação das ondas; no Rio de Janeiro, 1 milhão de pessoas estarão em risco por conta do aumento do nível do mar e ressacas; em São Paulo, aumentará a frequência de dias com chuva intensa ininterrupta.
Professor José Goldemberg
Prosseguindo com as atividades deste dia, para os alunos do período noturno foi oferecida a palestra A Sustentabilidade Nuclear, com o professor José Golbemberg.
O embaixador Rubens Ricupero abriu a sessão com um breve discurso acerca da temática nuclear nas Relações Internacionais e qual a dimensão que esta questão alcança quando se trata de assuntos como meio ambiente, segurança e economia. O embaixador Ricupero ressaltou, ainda, quão importante é a compreensão da dinâmica nuclear, dos impactos ambientais da energia nuclear, bem como quanto a poder bélico dos países que possuem tecnologia apropriada para o enriquecimento do urânio pode aumentar, se tal tecnologia for utilizada para este fim.
Iniciando sua exposição, o professor Goldemberg explicou o processo físico-químico do urânio, tornando possível, desta forma, a compreensão da potência que possui este elemento químico – tanto para questões energéticas como para produção de armas nucleares.
No que diz respeito às questões bélicas, os armamentos nucleares produzidos a partir do urânio são conhecidos como bombas de fissão nuclear, onde seus núcleos se desintegram e desencadeiam pequenos bombardeios por nêutrons no interior da ogiva, fazendo com que o poder de destruição de uma bomba seja suficiente para devastar uma cidade inteira, casos de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, durante a II Guerra Mundial.
No que tange às questões energéticas, foco desta palestra, o professor Goldemberg mostrou o poder de produção de energia por meio do urânio. Desta maneira, Goldemberg apresenta uma questão de extrema relevância à produção energética pela matriz nuclear: apesar de energeticamente eficientes, as centrais nucleares, por meio da fissão nuclear em seus reatores para a produção de energia, produzem resíduos que colocam em risco a vida por conta da radioatividade que liberam, necessitando de armazenamento especial por um período longo de tempo.
Na perspectiva, portanto, de que se apresentam duas situações antagônicas – a produção de resíduos e os malefícios que provocam e os benefícios da energia proveniente de matriz nuclear – já são mais de quatrocentos e vinte reatores nucleares em operação no mundo, sendo cento e quatro nos Estados Unidos e dois no Brasil.
Quinta-feira, dia 11.03.10 – Tema: Esporte e Economia
O quarto dia da Semana de Estudos esteve voltado, nos períodos matutino e noturno, para o desenvolvimento do tema Esporte e Economia. Duas áreas que normalmente não são correlacionadas foram abordadas de forma muito didática para futuros profissionais que terão um grande mercado de trabalho neste campo de atuação.
Professor Victor Mirshawka
Pela manhã, foi realizada a palestra do professor Victor Mirshawka, diretor cultural da FAAP. A palestra se revestiu de enorme interesse por parte de alunos e professores, pelo fato do palestrante, além de professor e escritor, ter sido exímio jogador de basquete e integrante da seleção brasileira bi-campeã mundial em 1963 e da medalha de bronze nas Olimpíadas de Tóquio em 1964.
O professor Victor conduziu sua apresentação com extrema criatividade, estabelecendo um intenso bate-bola com o professor Machado, vice-diretor da Faculdade de Economia da FAAP, intercalado com ampla interação com os presentes no auditório. Sua verve foi recheada de amplo domínio sobre o assunto, pautada pelo bom-humor, para satisfação de todos, com, inclusive, distribuição de livros para os participantes do auditório que acertavam as respostas às perguntas a eles dirigidas.
Inicialmente, o professor Victor discorreu sobre a transformação do esporte amador em profissional e o significado econômico desta transformação. O esporte profissional é um grande gerador de negócios, além do forte ofertador de emprego de atletas e pessoal esportivo, pela utilização da tecnologia da informação e do entretenimento. Sem falar das inúmeras atividades acessórias que proporciona e o emprego que delas resulta. Exemplificando, falou dos jogos olímpicos de inverno no Canadá. Somente Vancouver gastou quase 10 bilhões de reais para realizá-los. Neste sentido, destacou ainda a atuação da FIFA como um dos maiores empreendimentos do mundo, decorrentes do envolvimento bilionário dos negócios de que participa. João Havelange, revelou, transformou a FIFA em um negócio de 300 bilhões de dólares.
Partindo de uma perspectiva histórica, fez uma retrospectiva, em dueto com o professor Machado, das copas mundiais de futebol e dos jogos olímpicos, em que foi pontuando, de memória, estatísticas relevantes sobre os esportes e os negócios empreendidos.
O orador discorreu, em seguida, sobre alguns aspectos pouco conhecidos envolvendo os esportes. Como é o caso, por exemplo, da atividade chinesa na África, em que se verifica o domínio dos recursos minerais do continente através da política da construção de estádios.
O professor Victor concluiu a palestra destacando a empregabilidade e o empreendedorismo proporcionados pelas atividades esportivas. Esta capacidade dos esportes vai desde o patrocínio e a projeção de jovens talentosos, à contratação de grandes profissionais e à realização de muitos eventos e negócios milionários. Deles resulta farta geração de empregos e de negócios com a ampliação da riqueza. Efetivamente, o esporte está muito ligado à economia, pontificou.
Comentários do professor Otto Nogami
Em suas considerações sobre o tema, o professor Nogami, especialista e professor de Economia da FAAP, reafirmou que há indubitavelmente uma forte ligação entre o esporte e a economia. Quando realizado de forma recreativa, trata-se de um ato de lazer. Enquanto atividade profissional, o esporte está subordinado à lógica mercantil de como ganhar dinheiro. Envolve multidões, empresas, governo etc. Neste sentido, clubes viraram empresas, geradoras de lucros. O esporte tornou-se uma indústria do lazer, que explora desde os grandes eventos de massas, como o futebol, ao ciclismo e outras modalidades de menor projeção. Todas estas atividades movimentam milhões de recursos.
Para dar uma idéia dos montantes envolvidos na indústria esportiva, o professor Otto propôs uma quantificação simplificadora supondo que, em média, cada um dos seis bilhões de habitantes do globo possua uma bola, no valor de 10 dólares cada, e um par de tênis, no valor de 30 dólares o par. Tal suposição simplista redundaria em 60 bilhões de dólares para as bolas, que adicionados aos 180 bilhões de dólares dos tênis, perfaria 240 bilhões de dólares. Pela insignificância da proposição, face à grandeza dos recursos envolvidos e dos negócios transacionados, dá para se ter uma avaliação da importância da indústria dos esportes para as atividades econômicas, concluiu o comentarista.
Virgílio Franceschini Neto
Na atividade da tarde preparada para os alunos, o palestrante convidado, Virgílio Francheschi Neto, falou sobre Markting Esportivo, uma área interessante a ser explorada. Com inúmeras indagações e dúvidas, os estudantes entenderam a importância de marcas em eventos desse patamar, como Copa do Mundo e Olimpíadas, que pode ser uma porta de ingresso no mercado de trabalho para eles.
Marco Aurélio Klein
No período da noite, o tema Esporte e Economia foi focalizado pelo sociólogo e professor Marco Aurélio Klein, que é responsável atualmente pelos esportes de alto rendimento no Ministério dos Esportes.
Depois de ser apresentado pelo professor Machado, vice-diretor da Faculdade de Economia, Marco Aurélio Klein, que é ex-professor da Faculdade de Comunicação e Marketing da FAAP, iniciou sua fala com algumas definições acerca da globalização e de como se pode traçar um paralelo com o esporte.
Posteriormente, Klein relacionou o início de ídolos esportivos com a Era do Rádio, nos anos 1940; passando pela idéia do esporte estar ligado também ao surgimento da televisão nos anos 1930 na Europa; os primeiros patrocínios esportivos na década de 1960; como a imprevisibilidade traz valor ao “espetáculo” esportivo; como as regras dos esportes acabaram sendo adaptadas a fim de atender a “mídia”; e como esta tem papel fundamental do investimento no esporte.
Marco Aurélio Klein, como membro da comissão do governo federal para a preparação de esportistas pôde ainda relatar como o Brasil está se preparando para as Olimpíadas de 2016. Tomando por base as atuações de alguns outros países que não tinham expressiva participação olímpica, o Brasil está atuando para conseguir chegar aos jogos do Rio de Janeiro e não fazer feio, tendo para tanto como benchmark a Austrália, cujo bom desempenho foi mantido nas edições olímpicas posteriores a Sidney, o que não ocorreu, por exemplo, com a Espanha, que não conseguiu sustentar a boa performance verificada em Barcelona em 1992. O mapeamento de cada modalidade e possibilidade de conquista de medalhas é realmente um trabalho impressionante, e só pode nos fazer torcer para que dê certo.
Comentários da professora Carla Cristiane Lopes Corte
Após a fala do especialista, a professora Carla Corte fez seus comentários sob a ótica, como ela mesma ressaltou, de uma economista. Ela destacou que com esta percepção acerca do esporte, pode-se perceber a possibilidade de crescimento e desenvolvimento econômicos, como também uma grande oportunidade de trabalho para novos profissionais, tanto de Economia quanto de Relações Internacionais.
Sexta-feira, dia 12.03.10 – Tema: América Latina
O último dia da Semana de Estudos da Faculdade de Economia teve como tema central a América Latina, tendo como expositores, no período da manhã, o ex-presidente do Paraguai, Juan Carlos Wasmosy, e, no período noturno, o professor Gunther Rudzit, coordenador do curso de Relações Internacionais da FAAP.
Presidente Juan Carlos Wasmosy
Os alunos e professores da manhã tiveram a satisfação de assistir à apresentação do ex-presidente do Paraguai, o engenheiro Juan Carlos Wasmosy, com a palestra Itapu: a construção e aspectos financeiros.
Após a saudação feita pelo professor Luiz Alberto Machado, que agradeceu a vinda do ex-presidente em nome da Diretoria da Fundação Armando Alvares Penteado, o palestrante foi apresentado por Julio César Insaurralde, da Verax Consultoria, responsável pelo convite ao ex-presidente. Na apresentação, foi ressaltado o fato dele ter exercido o mandato presidencial de 15 de agosto de 1993 a 15 de agosto de 1998, tendo sido o primeiro presidente civil paraguaio eleito desde 1811, além de ter completado o mandato e transmitido o cargo a um sucessor.
O presidente Wasmosy é formado em engenharia civil pela Facultad de Ingeniería de la Universidad Nacional de Asunción, e hoje é senador vitalício do Paraguai. Em sua explanação sobre a hidrelétrica binacional Itaipu, revelou dados históricos importantes de como o entendimento diplomático entre Paraguai e Brasil abriu caminho para o início dos estudos técnicos. Comentou sobre a principal solução proposta por um consórcio de empresas estrangeiras, que previa o alagamento de grande parte da área em litígio e como esta disputa por terras na fronteira foi encerrada. Frisou que somente uma pequena parcela da área em litígio não foi inundada. As terras em questão foram transformadas em reserva ecológica binacional, sob conservação da Itaipu. O governo brasileiro ficou responsável pela obtenção de recursos para a obra.
Ainda foi dito pelo presidente que a Itaipu Binacional é um marco para o setor elétrico dos dois países. Antes, os paraguaios dispunham de apenas uma hidrelétrica de pequeno porte, Icaray, e os brasileiros consolidam a opção pela energia produzida por meio do aproveitamento da força dos rios. A usina praticamente dobra a capacidade do Brasil de gerar energia. Atualmente, Itaipu adota mecanismos que proporcionam absoluta transparência à sua gestão financeira. Há três anos, adotou o pregão eletrônico para compra de bens e serviços, tanto no Brasil como no Paraguai.
Contudo, o principal ponto da palestra foi em relação à dívida paraguaia junto ao governo brasileiro. Apresentando dados e gráficos, o presidente Wasmosy traçou a correlação entre o custo da obra, o financiamento, a taxa de juros adotada e como isto resultaria em uma dívida que não conseguiria ser paga pelo Paraguai até a data estabelecida de 2023. Assim, ele defendeu a forma como este assunto foi renegociado, dizendo que agora, quando a dívida for paga no ano previsto, seu país poderá passar a investir esse dinheiro em desenvolvimento de setores essenciais.
O conteúdo da sua fala foi a mesma da palestra que o ex-presidente proferiu na noite anterior no campus da FAAP em São José dos Campos. E, assim como fez na cidade do Vale do Paraíba, ele doou um livro de sua autoria acerca do tema para a biblioteca da FAAP.
Encerrada a sessão, o ex-presidente fez questão de conhecer o campus da FAAP e fez uma rápida visita à exposição Formas e Revelações, que estava sendo exibida no Museu de Arte Brasileira. Na sequência, o ex-presidente Wasmosy foi homenageado com um almoço na sede da Diretoria da FAAP.
Professor Gunther Rudzit
A última noite de atividades teve como palestrante o professor Gunther Rudzit, coordenador do curso de Relações Internacionais da FAAP. O tema discutido pelo palestrante foi América Latina: Economia e Segurança.
O professor Rudzit iniciou com a apresentação de diferentes mapas sobre a América Latina, com o intuito de levantar a discussão sobre a concepção do termo, tendo em vista que este foi criado no início do século XIX com um propósito político.
Em seguida, ainda com a ajuda de diferentes imagens e mapas, passou a conversar com os alunos e professores presentes acerca dos diferentes processos de integração regionais que tiveram lugar na região. Com isto, o professor Gunther Rudzit passou a discutir alguns dos motivos que levaram a região da América Latina a não conseguir implementar um efetivo processo de integração. Isto posto, passou a discutir a segurança na América do Sul, que, ao contrário do senso comum, não é um continente tão pacífico.
Repassando os diversos problemas fronteiriços, pode-se perceber que existe uma série de situações de tensão latentes entre alguns diferentes países, sendo que, para o professor, os mais preocupantes são a situação interna da Bolívia e a relação entre Colômbia e Venezuela. Este último, destacou Rudzit, passou a ter maior atenção dos especialistas em segurança tendo em vista que o grande comércio bilateral existente diminuiu fortemente nos últimos anos. Isto é fonte de preocupação, uma vez que sem laços econômicos e comerciais entre dois países, cresce a possibilidade de haver um conflito entre eles.
Figuras e legendas

Figura 1- Embaixador Rubens Ricupero, diretor da Faculdade de Economia, discorrendo sobre a conexão entre globalização e identidade cultural.

Figura 2 - Richard Vinic abordando o tema Marcas Pessoais.

Figura 3 - Professora Crislaine de Toledo, no workshop sobre
Identidade Cultural e Cultura de Massa.

Figura 4 - A fragmentação do ser humano foi o tema focalizado
pela professora Carla Corte.

Figura 5 - A palestra do professor Luiz Alberto Machado, vice-diretor da Faculdade de Economia, foi baseada no livro do renomado Clotaire Rapaille.

Figura 6 - Isabella Razaboni, Luiz Paulo Bellini, Raquel Rocha e Fabio Rua, todos formados pelo curso de Relações Internacionais da FAAP, deram importantes depoimentos sobre suas respectivas carreiras profissionais.

Figura 7 - Professora Maria Eugênia Cauduro Cruz, no workshop sobre
recrutamento, negociação e mercado de trabalho.

Figura 8 - Claudio Queiroz, professor da FAAP Pós-Graduação, encantou a platéia falando sobre o tema Competência das Pessoas, título de seu último livro.

Figura 9 - Hermínio Carlos de Souza, da empresa PowerInvest.

Figura 10 - Carlos Nobre, reconhecido mundialmente como um dos maiores especialistas em sustentabilidade.

Figura 11 - Flagrante da palestra do professor José Goldemberg.

Figura 12 - Professor Victor Mirshawka, diretor cultural da FAAP e integrante da seleção brasileira de basquete bi-campeã do mundo em 1963 e medalha de bronze na Olimpíada de Tóquio em 1964.

Figura 13 - Virgílio Francheschi Neto, no concorrido workshop
sobre Marketing Esportivo.

Figura 14 - Responsável pelos esportes de alto rendimento no Ministério dos Esportes, Marco Aurélio Klein fez uma excelente exposição a respeito dos planos do Brasil para a Olimpíada de 2016.

Figura15 - Juan Carlos Wasmozy, ex-presidente do Paraguai.

Figura 16 - Américo Fialdini Jr., diretor tesoureiro da FAAP, Juan Carlos Wasmosy, ex-presidente do Paraguai, professora Renata Corrêa Nieto, coordenadora de pós-graduação, pesquisa e extensão da Faculdade de Economia, Antonio Bias Bueno Guillon, diretor presidente da FAAP, Julio César Insaurralde, da Verax Consultoria, Ernesto XXXX, Celia Esther Cañete, cônsul do Paraguai em São Paulo, Luiz Alberto Machado, vice-diretor da Faculdade de Economia, momentos antes do almoço oferecido pela Diretoria da FAAP.

Figura 17 - Gunther Rudzit, coordenador do curso de Relações Internacionais, fechou a Semana de Estudos analisando as questões da integração
e da segurança na América Latina.

Figura 18 As integrantes da comissão organizadora da Semana de Estudos de Relações Internacionais e Economia: Beatriz Sannuti de Carvalho, Stephanie Habib, XXXX XXX, Samantha Millais, Isabel Roth, Marianna Rodrigues e Lorena Galdino. |
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