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Exposições “Fotografias - Acervo MAB-FAAP” e “Deslocamentos, Thetys entre Vênus e Sol”
05 de maio a 14 de julho de 2006
O MAB-Centro, localizado no edifício Lutetia da FAAP, realiza no período de 05 de maio a 14 de julho de 2006, as exposições “Fotografias - Acervo MAB-FAAP” e “Deslocamentos, Thetys entre Vênus e Sol”.
O edifício Lutetia é um marco arquitetônico dos anos 20, projetado por Ramos de Azevedo no coração de São Paulo: a Praça do Patriarca. De propriedade da FAAP, foi totalmente restaurado e modernizado, transformando-se na Residência Artística FAAP e numa extensão do Museu de Arte Brasileira: o MAB-Centro.
Essa iniciativa integra o movimento de revitalização do centro tornando-o um ponto de atividades culturais e convivência.
Exposições:
1º andar - Fotografias - Acervo MAB-FAAP
2º Andar - Deslocamentos, Thetys entre Vênus e Sol
Data: de 05 de maio a 14 de julho de 2006
Local: MAB-FAAP Centro
Endereço: Praça do Patriarca, 78 - Centro
Horário Funcionamento: 2ª a 6ª das 10h00 às 18h00 - sábados das 10h00 às 14h00
Entrada franca
Visitas agendadas pelo telefone: 3662-7200
Informações: 3101-1776 / 3101-5682/ 3101-9492
1º ANDAR - FOTOGRAFIAS ACERVO MAB-FAAP
CURADORIA
Maria Izabel Branco Ribeiro
DESCRIÇÃO
Seleção de 34 obras fotográficas de artistas integrantes da coleção MAB-FAAP, estabelecendo um panorama geral do acervo fotográfico do MAB, que sofreu grande ampliação nos últimos anos.
FOTOGRAFIAS – ACERVO MAB-FAAP
O Museu de Arte Brasileira abriu ao público em 10 de agosto de 1961, no prédio matriz da Fundação Armando Alvares Penteado, na rua Alagoas 903, no bairro de Higienópolis. Surgiu com a proposta de reunir e conservar um acervo de obras de artistas brasileiros ou aqui radicados. Atualmente, conta com cerca de 2700 obras de arte, entre elas obras acadêmicas, registros da vida interiorana feitos por artistas primitivos, testemunhos da ruptura introduzida pela Semana de Arte Moderna em 1922, experiências das várias tendências da arte abstrata dos anos 50 e 60 e algumas expressões dos rumos que essas manifestações tomam hoje. Todo este acervo encontra-se estruturado em seções e coleções para sua conservação, pesquisa e divulgação. Nos últimos tempos, uma nova coleção vem enriquecendo o acervo do MAB.
Trata-se da coleção de fotografia, ainda em recente processo de formação, mas com mais de uma centena de obras criteriosamente selecionadas por autor, temas, técnicas e procedimentos. A mostra aqui apresentada espelha o perfil em construção desta coleção, onde a arte de reter e imortalizar o instante de uma cena, de um fato, de um elemento da natureza, de um objeto ou de uma pessoa determina-se pela qualidade artística, a diversidade de procedimentos e a criatividade do autor.
2 º ANDAR - DESLOCAMENTOS, THETYS ENTRE VÊNUS E SOL
MARIA TEREZA LOURO
CURADORIA
Maria Tereza Louro
MUSEOGRAFIA / PRODUÇÃO / MONTAGEM
Equipe MAB
DESCRIÇÃO
Seleção de 27 desenhos e pinturas de Maria Tereza Louro, professora da Faculdade de Artes Plásticas da FAAP e bolsista da Cité des Arts, realizados no período entre 2003 e 2005, cujo conceito de exposição consiste em trabalhar o encontro entre as linguagens do desenho, da pintura e da escrita.
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Deslocamentos entre Tétis e o Sol
A paisagem ocupa lugar de destaque entre os interesses de Maria Teresa Louro há muito tempo. Não a entende apenas como um gênero de pintura ou a descrição de um local, mas a compreensão de suas relações pessoais com o espaço, das maneiras como o mesmo se articula e das configurações visíveis daí resultantes.
A partir de então considera as possibilidades plásticas necessárias para a construção de sua paisagem.
Em 2004 Maria Teresa participou do projeto FAAP/Cité des Arts, permanecendo em Paris como artista residente, com uma proposta de trabalho com dois focos de atenção. Um deles era o estudo das paisagens feitas por Cézanne e conservadas em coleções francesas, em razão dos procedimentos usados pelo artista para a construção do espaço.
A outra vertente de seu plano era dar continuidade a desenhos iniciados ao longo de vários meses em Cunha, SP, seguindo os mesmos métodos de ação e como concebe a paisagem como resultado de sua interação com o meio, a comparação entre as duas séries de obras, promoveria questões relevantes.
Revela-se assim nesta mostra o exercício artístico desenvolvido durante um tempo estético vivido por Maria Teresa onde observações, reflexões, lembranças e imaginários demonstram que paisagem não é só a descrição do local, mas a construção das relações com o espaço e a busca de seu entendimento.
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