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A fórmula
do SUCESSO
Faculdades e universidades também se empenham para apresentar soluções
sociais à comunidade.
O
primeiro Projeto Soluções CIEF/SPTV foi um marco. Os números
foram impressionantes: quase mil participantes de 120 instituições
de ensino superior. E a repercussão do concurso foi ainda maior:
logo de início, o governo do Estado de São Paulo resolveu
abraçar os projetos vencedores.
Os primeiros colocados, por exemplo, já estão participando
de reuniões na Secretaria de Segurança, juntamente com lideranças
dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública -
CONSEGs, para aplicarem suas idéias.
A revista Agitação já publicou matérias, mostrando
o esforço que os universitários fizeram para produzir e
defender os seus projetos. Porém, há outra parcela da equação,
ainda não abordada: que grande parte do mérito da vitória
é dos participantes, não há dúvida, mas as
faculdades e universidades a que pertencem também mereceram destaque.
Nessa versão, as escolas não eram obrigadas a participar
do processo criativo. Os alunos tinham liberdade de requerer ou não
a ajuda dos seus professores. Apesar dessa autonomia, foi grande o número
de escolas que se organizaram para suprir essa demanda de conhecimento.
E, coincidentemente, foram as mais bem sucedidas.
FAAP
A Fundação Armando Alvares Penteado - FAAP existe
há mais de 50 anos e, suas faculdades, há mais de 40. Sua
história pode ser dividida em três períodos: a primeira
é a idealização pelo casal Armando e Annie Alvares
Penteado. Ligados às últimas invenções e afinados
com o cenário cultural da época, eles protagonizaram os
primeiros vôos de balão e viagens de carro em São
Paulo.
Na segunda fase, ocorreria a consolidação. Com a morte de
Armando, em 1947, revelava-se um testamento que pedia a venda de parte
de suas propriedades para construir, no bairro de Pacaembu, uma "Eschola
de Bellas Artes, compreendendo Pintura, Esculptura, Decoração
e Architetura, com uma Pinacoteca para quadros originais, assim como cópias
em oleogravuras das obras-primas que se exprimem com perfeição".
Nos anos 70, o Brasil passou por um processo de industrialização
acelerada, exigindo a expansão do ensino superior: a FAAP tomava
forma.
O terceiro momento foi aberto na década de 90, com a contratação
do administrador de empresas e homem do mercado financeiro, Antonio Bias
Bueno Guillon, para o cargo de diretor-tesoureiro, liderando o plano "FAAP
2002". Começava a era da modernização.
A fundação se transformaria numa entidade moderna, ágil
e desburocratizada, apta a atravessar o próximo milênio.
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Simone Tavit (ADM/96):
"Nossos alunos demonstram espírito participativo"
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O Projeto
Soluções foi mais uma oportunidade de pôr em prática
essa atuação moderna. Segundo Simone Tavit, coordenadora
da Central de Estágios da FAAP, alguns professores se colocaram
à disposição dos alunos para indicações
de fontes e metodologia. "A procura por orientação
foi um movimento espontâneo e houve a preocupação
nossa de não interferir na produção dos projetos,
só corrigir algumas arestas", explica.
Mas a FAAP primou por outro artifício: comunicação.
"O e-mail foi nossa ferramenta mais certeira", conta Simone.
A universidade tem uma lista de alunos antigos e dos graduandos que somam
quase 50 mil endereços eletrônicos. Todos foram acionados
para conhecer as propostas e participar do concurso. O site da instituição
trazia o conteúdo dos três finalistas e encaminhava os interessados
para a votação. Através desse trabalho, conseguiram
voluntários para fazer o "boca de urna" nas votações
que decidiram, à ordem dos vencedores, divulgar as idéias
do projeto na Vila Brasilândia (a comunidade escolhida) e conseguir
mais votos para a pesquisa eletrônica.
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